Polícia Científica de Pernambuco moderniza capacidade pericial com novo equipamento de alta sensibilidade no Laboratório de Toxicologia do IML

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Tecnologia com padrão ouro fortalece análises toxicológicas e contribui para a elucidação de crimes no Estado

 

A Polícia Científica de Pernambuco passou a contar com um novo serviço de identificação de substâncias químicas em amostras biológicas. A análise é realizada por meio de um equipamento chamado cromatógrafo gasoso acoplado a espectrômetro de massas, que é considerado padrão ouro em exames toxicológicos. A nova tecnologia está disponível no Laboratório de Toxicologia Forense (LabTox) do Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife.

 

A tecnologia permite a análise de materiais como sangue, urina, humor vítreo e conteúdo gástrico, sendo utilizada na detecção de drogas ilícitas, medicamentos, pesticidas e outros agentes tóxicos. O recurso é fundamental para a elucidação de mortes suspeitas, intoxicações, envenenamentos, além de ocorrências com vítimas vivas, como acidentes, violência doméstica e crimes sexuais, inclusive em casos com suspeita de uso de substâncias para incapacitação. Também contribui para a investigação de situações mais complexas, como overdoses, suicídios e maus-tratos, especialmente contra crianças e idosos, podendo influenciar na classificação das ocorrências e na responsabilização dos envolvidos.

 

De acordo com a agente de perícia criminal Maria Eduarda, a aquisição do equipamento fortalece e moderniza o trabalho técnico da Polícia Científica. “O equipamento que chega para somar ao Laboratória de Toxicologia Forense se trata de uma tecnologia de alta sensibilidade, uma versão mais moderna e equipada do maquinário que já utilizávamos aqui e que permite a identificação de substâncias suspeitas com uma maior confiabilidade e agilidade. Seguimos comprometidos com a modernização dos nossos serviços e a excelência no trabalho que desenvolvemos, refletindo mais segurança e compromisso com a população pernambucana”, destacou.

 

O laboratório, localizado na capital, concentra a demanda de todo o Estado. Com tempo médio de aproximadamente 20 minutos por análise, o equipamento amplia a capacidade de processamento e reduz o tempo de resposta das perícias, contribuindo para maior agilidade nas investigações e nos procedimentos judiciais.