Operações de busca e resgate em estruturas colapsadas reforçam capacidade técnica do Corpo de Bombeiros de Pernambuco

  

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Unidade especializada do GBS tem foco voltado para ações em desabamentos, soterramentos e áreas de risco

 

A seção de Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE) é referência em operações de alta complexidade e atua em duas frentes principais: salvamento em altura e terrestre. Nesta última, estão incluídas ocorrências de Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), deslizamentos, valas, resgates veiculares, espaços confinados, cortes de árvores, salvamento de animais e intervenções em elevadores. Dentro desse espectro de atuação, as operações de BREC se destacam pela exigência técnica e pela complexidade dos cenários, que envolvem cenários de desabamentos, explosões e soterramentos.

 

O núcleo conta com pistas de treinamento que simulam cenários reais de desabamento, deslizamento de terra, confinamento e instabilidade estrutural, permitindo que os militares mantenham a prontidão necessária para atuar com eficiência em diversos tipos de ocorrência. Durante os exercícios, são reproduzidas situações que envolvem movimentação de cargas, escoramentos, retirada de escombros e socorro a vítimas presas sob estruturas comprometidas.

 

De acordo com o tenente André Braga, que atua no comando operacional da Seção de Salvamento, o trabalho dos bombeiros nesta modalidade exige, para além da precisão operativa, uma bagagem de sensibilidade humana. “O bombeiro, quando se forma, é um profissional completo, mas no GBS ele se especializa ainda mais. É como um médico que se dedica a uma área específica. Por isso, nossas equipes estão entre as mais capacitadas para atuar em situações de desabamento e colapso”, destacou o oficial.

 

Segundo o sargento Maxwell Felipe, que atua há 18 anos no Grupamento, cada operação demanda análise de risco, planejamento e integração entre os setores do Corpo de Bombeiros. “Em um ambiente colapsado, a estrutura está totalmente fora da originalidade, por isso que a leitura do cenário é essencial. Trabalhamos com informações de moradores e familiares, e a partir daí iniciamos as buscas de forma estratégica, com o apoio dos cães que indicam possíveis pontos de vítimas”, pontuou o profissional.

 

O Grupamento dispõe de equipamentos modernos de inspeção e resgate, como câmeras de busca, martelos rompedores, escoras de alta resistência, sistemas de elevação de carga, torres de iluminação e ferramentas de corte, bem como um maquinário capaz de elevar estruturas de até 70 toneladas. Além da atuação direta nas ocorrências, o GBS também é responsável por prover os recursos técnicos utilizados nas operações estaduais. “Atuamos com tecnologia de ponta, sempre buscando reduzir riscos e ampliar a eficiência operacional. Temos o compromisso de pensar à frente, antecipar o que o bombeiro pode precisar no campo e garantir que cada equipamento tenha longa vida útil, respeitando os recursos públicos”, concluiu Maxwell.